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Pensão alimentícia não prescreve nos casos de filhos com até 16 anos

02-10-2017

Apesar de recorrente no Direito da Família, a execução de pensão alimentícia gera dúvidas entre as partes que deixam de receber o auxílio e precisam recorrer á Justiça para ter seu direito garantido. De acordo com o artigo 206, §2 do Código Civil, a possibilidade de cobrar a pensão em atraso prescreve após dois anos da inadimplência. Contudo, a maioria das pessoas desconhece o fato de que, em relação às pessoas absolutamente incapazes (como previsto no art. 3º do Código Civil) não ocorre à prescrição, conforme dispõe o art. 198 do mesmo dispositivo legal.

Portanto, havendo acordo ou decisão judicial homologado e o alimentante deixado de cumprir com a obrigação, o alimentado poderá executar todas as pensões em atraso, não importando há quantos meses ou anos elas estejam atrasadas. “Quando houver decisão estabelecendo a obrigação alimentar desde o  nascimento do filho, ainda que o jovem esteja com 15 anos de idade, é possível serem executados todos os débitos do período”, exemplifica Anna Maria Godke, sócio do Godke, Silva & Rocha Advogados. Segundo a especialista em Direito da Família, essa garantia da lei é pouco divulgada, o que faz com que muitas pessoas acabam deixando de obter todos os seus direitos de fato.

A parte devedora, cabe o alerta: quando devedor deixar de cumprir com o dever alimentar, o credor poderá promover duas execuções; a primeira em relação a todos o período em atraso, e asegunda em referente aos três meses anteriores à distribuição. Caso haja descumprimento o credor poderá pedir que seja decretada a prisão do devedor. Neste caso, o juiz determinará a citação do devedor, concedendo o prazo de três dias para pagamento e, não sendo efetuado, o juiz poderá dominar a prisão.

Com mais de 20 anos de experiência em Direito de Família, Anna Maria está à disposição para comentar o assunto e esclarecer dúvidas relacionadas a execução de pensão alimentícia e Direito de Família como um todo.

Fonte: Sempre Materna